segunda-feira, 26 de julho de 2010

:: lista da bota


Finalmente retorno ao meu ponto de "desabafo". Nessas últimas semanas procurava o assunto perfeito para postar aqui, mas não o encontrei. Na verdade, conclui que ele não existe e que um post ou outro sempre tem o mesmo significado, só possuem intensidades diferentes. Foi então que dias atrás me apareceu uma oportunidade e só estou aproveitando ela agora, pois estou bem desleixado com esse espaço. Afinal, fiquei vários meses sem postar aqui e isso me fez perder o costume de contar fatos e histórias que venho passando durante o ano. Mas enfim, agora vou mudar isso e colocar foco nas minhas metas.

Hoje vou fala da "Lista da Bota", é uma lista que devo citar 5 coisas que quero fazer antes de morrer. É como se fosse uma corrente, a pessoa faz e manda pra mais 5 blogueiros e dai as pessoas vão dando sequência e por ai vai. Quem me mandou foi a Evelin, do blog "In This Skin" e agora vou dar sequência, mas só deixando claro que não quer dizer que será nessa ordem, pois isso pouco importa desde que aconteça. ;)

Primeiro: Estudos e Dança;
Coloquei essas duas palavras juntas, pois elas estão muito relacionadas. Quero que uma dependa da outra nesse trajeto. Todos sabem que agora sou bailarino, faço street dance e no momento integro em dois grupos - Grupo Expressão de Rua e Cia. Dançurbana. Ambos me fizeram enxergar que sempre foi isso que eu queria, mas nunca quis acreditar. Pois então, as coisas mudaram e agora sei bem o que eu quero. Quero dança, quero viver disso, por isso tenho que estudar. Entrar numa faculdade de Educação Fisica ou então de Dança mesmo e progredir nessa área, pois sei que quem quer dança passa o resto da vida estudando. E é isso que quero pra mim. Muitos dizem que dança é um estilo de vida, mas eu estou achando que vai muito além disso. Com um certo receio e um pouquinho de ousadia, tenho a falar que dança é uma escolha de sobrevivência.

Segundo: Viajar;
Sinto uma enorme necessidade de viajar, de sair sem me preocupar para onde vou, quando volto e tudo mais. Sair sem destino por esse Mundo, conhecendo lugares e pessoas de diferentes culturas. Queria tanto conhecer vários lugares deste planeta: Itália, Inglaterra, EUA, Alemanha, Espanha, Rússia, todos me atraem por suas culturas, pelas histórias que ainda escutei quando fazia o colegial. Por isso, tenho que realizar este custe o que custar.

Terceiro: Família;
Acho que todo mundo sentirá essa vontade em algum momento da vida. Não digo família de pais, irmãos, avós e avôs. Me refiro a construir uma família, independente de quantidade, pois minha família pode ser eu e mais alguém como também pode ser eu e meus 200 filhos #aloka, isso não importa. Só o fato de você ter alguém com quem compartilhar seus problemas que não seja seus amigos ou parentes, mas sim alguém que você ama e que está construindo aquela particularidade com você já é de bom tamanho. Eu, sinceramente, sempre fico imaginando como seria alguém me chamando de pai e sempre tenho a mesma sensação que será muito bom. Não tenho preferência de menino ou menina, acho.

Quarto: Cruzeiro;
Desde que eu me conheço por gente, tenho essa vontade de andar num cruzeiro. Ficar uma semana, um mês ou sei lá quanto tempo, aproveitando aquele lugar maravilhoso que só vejo em revistas. Deve ser tudo de bom ficar navegando pelo mar em um lugar onde se tem de tudo praticamente. Claro que não quero fazer isso sozinho, porque me sentiria um pouco deslocado mesmo tendo um monte de gente para conhecer. Mas realmente é uma coisa que preciso fazer antes de tarãrãn. Q'

Quinto: Felicidade!
E quem é que não quer ser feliz? Todo mundo sonha com isso, ser feliz é algo natural nos desejos das pessoas e está no pensamento de todo ser humano. Mas acho que felicidade é algo muito relativo, na mesma hora que está tudo bem - basta um deslize para tudo virar de cabeça para baixo. Por isso, acho que felicidade é um conjunto de momentos bons por determinado período. Não sei se é a real, mas é como eu vejo. No momento vem acontecendo muita coisa boa na minha vida, mas a gente nunca fica satisfeito com o que temos né? Sempre queremos mais e mais. Só que hoje eu digo que estou no caminho certo, pelo menos eu espero que esteja, caso contrário eu cairei, mas irei levantar de novo na tentativa de ser feliz. Essa busca incessante é normal e será assim até quem diga que foi feliz eternamente - e isso é meio que utopia.


Então, conforme as regrinhas teria que passar a Lista da Bota para mais 5 pessoas, só que eu não tenho tudo isso de gente, por isso vou deixar vago e quem ler e quiser fazer, considere como se eu tivesse repassado a lista. ;)

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

. Utopia


Fizeram a gente acreditar que amor mesmo, amor pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não nos contaram que amor não é acionado nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um", duas pessoas pensando igual, agindo igual, que isso era que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. (...) Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, nem contaram que ninguém vai contar. Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

domingo, 31 de janeiro de 2010

Just Dance


Não sei como começou ou se eu já nasci com isso, mas era estranho eu tentar seguir todas as batidas musicais que ouvia. Era estranho, e ao mesmo tempo bom, sentir um pouco de paz conforme eu movimentava o corpo. Era estranho eu ter uma ligação muito forte com músicas e não saber como usar isso. E por mais que os anos passavam, eu ainda sim continuava cego. Certamente havia caido na mentira, naquele jogo que de tanto impor acaba se tornando verdade. Mas por mais que tenha sido um pouco tarde, finalmente esse período acabou.
Foi aos poucos que descobri o meu jeito de dançar. Os movimentos são tão mais precisos que me faz viajar para outra dimensão, teoricamente. Eu consigo me sentir seguro mesmo não tendo total segurança de minhas atitudes. Consigo escutar todos os meus pensamentos de uma só vez e entendê-los no mesmo instante. Consigo responder as minhas perguntas sem precisar que ninguém me escute. Decifro os meus sentimentos mesmo não querendo que eles aflorem. E é nesta medida que tudo vai ganhando sentido enquanto eu danço.
E de fato dançar está fora de qualquer explicação escrita, de qualquer conceito padrão, dançar tem um significado diferente para cada pessoa, para cada ser, para cada corpo. Muitos não sabem disso e seguem o tradicional. Seguem com total linha dura que acaba virando preconceito e como o próprio orkut indica: "Preconceito é opinião sem conhecimento". Por isso, seguindo a mesma linha de racíocinio de muitas outras pessoas...


"Dançar é um estilo de vida."

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

New Moon


"Foi em uma dia qualquer, no meio da tarde, aonde o sol se encontrava preso entre as nuvens do céu. O local mal consigo lembrar, talvez por tamanha atenção que aquele sorriso me tirou. Era diferente, um tanto singelo e ao mesmo tempo cheio de perfeições. Como era possível? Estava apenas sentado esperando o tempo passar, mas pude perceber que quanto mais eu esperava, mais ele demorava. Isso seria frustante se não fosse a presença daquela criatura a alguns centímetros de distância."

Talvez fosse a hora de recomeçar, mas certamente não sabia como...
Eu previa que em algum momento as coisas entrariam em choque, que viver fazendo as coisas mais normais do mundo seria um verdadeiro desafio. Sabia que correr nem sempre é a melhor solução, mas às vezes é a mais viável. Que sonhos não são promessas de futuras realidades e que pensamento é mais perigoso do que se imagina. Sabia que sentir é doloroso, mas não que desejar fosse mais. Que dois passos é mais seguro do que dar um pulo. E mais, sabia que enganava mais a mim do que aos outros, sem nenhuma intenção.
Com certeza não tentar foi e é o meu maior erro, deixar as coisas acontecerem por acontecerem sem ter um significado real. Falta uma boa dose de coragem nas minhas costas. De dar a cara a tapa, de entrar na chuva para se molhar ao invés de querer tapar o sol com a peneira, mas creio que isso está mudando, devagar, mas está. E é inevitável não cometer erros, até porque é com eles que aprendemos a seguir e a escolher os nossos caminhos, mas as vezes queremos acertar de primeira, sentir um pouco do orgulho passando por nossas veias e ainda ser notado por pessoas que até então só faziam pouco caso de sua existência. Um capricho do ser humano.
...e mesmo tendo total consciência, nunca me senti preparado para a vida.